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A coroa de espinhos e a neuralgia do trigêmio








Para entender os efeitos físicos da coroação com espinhos, deve se ter o conhecimento básico da inervação da região da cabeça e estar familiarizado com a condição neurológica chamada neuralgia do trigêmio.

A inervação que permite a percepção de dor na cabeça é feita por ramos de dois nervos principais: o nervo trigêmeo, que supre essencialmente  a parte frontal da cabeça, e o grande ramo occipital, que abastece a parte de trás.

Se uma dessas zonas é tocada ou atingida, um surto repentino de dor acontece e pode até imobilizar o indivíduo. As dores são descritas como "facadas", "choques elétricos" ou "golpes com atiçador de carvão". Durante as dores podem ocorrer espasmos de absoluta agonia.

A neuralgia do trigêmeo é considerada a pior dor que um ser humano pode sofrer. É tão devastadora que se torna insuportável sob qualquer de suas diversas formas.

As Escrituras relatam que os soldados passaram por Jesus, tiraram o graveto de suas mãos e deram golpes com ele na coroa de espinhos (Mateus 27.30). É importante notar que a coroa foi feita com o entrelaçamento dos espinhos na forma de um boné. Isso permitiu o contato de uma quantidade enorme de espinhos como o topo da cabeça, a fronte, a parte traseira e as laterais.

O sangramento decorria da penetração dos espinhos nos vasos sanguíneos. A dor podia cessar abruptamente, mas era reiniciada com o menor movimento nas mandibulas ou golpe de ar. O choque tráumatico do açoitamento brutal acelerou a dores paroxístimicas no rosto.

É de lamentar que, a propósito da coroação de espinhos, a tradição só mencione a humilhação grosseira a que Cristo foi submetido, e não o sofrimento físico que indubitavelmente  Ele suportou. Durante a tortura, Ele, sentiu como que "facadas", "choques elétricos" e "golpes com atiçador de carvão", transpassassem sua cabeça e refletia por todo o Seu corpo. Ele estava suportando a pior dor que um ser humano pode sentir.

Os soldados haviam utilizado para confeccionar a coroa de espinhos, um arbusto típico da Síria, abundante naquela região de Jerusalém, a "espinho-de-Cristo", com suas fileiras de espinhos afiador e penetrante.

Durante a tortura da coroação de espinhos, Suas feições distorceram-se e Seu corpo ficou tão tenso que não conseguia mais mover-se, pois cada movimento provocava novos ataques agonizantes de dores terríveis. Ele Jesus recebeu a nossa coroa de espinhos, para recebermos a Sua de gloria eterna.

"Ofereci as minhas costas ao que me feriam e as minhas faces aos que me arrancavam a barba; não escondi o meu rosto dos que me afrontavam e me cuspiam" (Isaías 50.6).

Pastor Antonio Romero Filho

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