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A contracultura cristã


A cultura do Reino de Deus é baseada na autoridade e governo de Deus, e os padrões do Reino de Deus são totalmente opostos aos reinos deste mundo. Os padrões do Reino de Deus são duradouros e não se degeneram com as adaptações da modernidade.  

O povo de Deus precisa ser capaz de rejeitar atitudes e padrões que não são pertinentes ao Reino de Deus, porque a cultura do povo de Deus é conformada segundo o Reino de Deus, onde o Rei – o Senhor do Reino está acima de qualquer comportamento que se opõe à Sua vontade e autoridade. A notícia e assunto principal dos filhos do Reino deve ser o Rei JESUS e as dimensões do Reino de Deus, coisas do Espírito, do reino espiritual.

Contracultura Cristã: a contracultura está relacionada às pessoas ou grupos de pessoas cujo comportamento é contra aquilo que está numa cultura geral. Contracultura é a atitude de uma pessoa ou de um grupo, cujo comportamento vai contra aquilo que é parte da cultura geral. 

A contracultura se opõe ao que é normal e habitual em determinada cultura. A contracultura cristã apresenta um padrão cristão, onde o caráter do cristão deve ser totalmente diferente daqueles admirado e vivido pelo mundo, sendo que o caráter do cristão foge do esquema cultural do mundo em geral.

Contracultura cristã é um sistema de valores cristãos, padrão ético, devoção religiosa, estilo de vida e relacionamentos; onde os padrões, valores e maneira de viver são delineados pelo governo de Deus.

Não podemos nos contentar em ser apenas uma “sub-cultura”, sendo este um grupo distinto de pessoas que se destaca como sub-grupo, mas ainda é parte de uma cultura existente. Ele tem pequenas peculiaridades, mas se conforma e interage bem na cultura, sem exercer nenhuma diferença.

O ser humano, ao ser criado e formado no jardim do Éden, e após fazer a sua escolha, passou a conviver com duas culturas diferentes. Ele fora criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26), e formado do pó da terra (Gn 2:7). Ele tinha de si, dois caminhos, duas naturezas e duas formas de ver o mundo, duas cosmovisões: a ótica e possibilidade de enxergar à luz da Árvore da Vida e a da Árvore do Conhecimento do bem e do mal (Gn 2:9).

A primeira lhe conduziria à vida e a segunda à morte. O plano de Deus para o homem era a vida segundo a imagem e semelhança de Deus.

O homem escolheu a ver o que estava por detrás da ótica e cosmovisão da árvore do bem e do mal, mesmo sabendo da sentença que o seu uso traria: a morte. “E lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:16-17).

 Ele fez a opção de enxergar o mundo através da luneta, da ótica, da cosmovisão da morte.

O que estava envolvido nesta cosmovisão humana e maligna? O fruto desta árvore continha a visão terrena, humana, mundana, maligna e morte. Era o reino do mundo animal e natural e da atuação maligna. O homem preferiu conhecer a morte, pois o desconhecido o atraiu. Ele estava na vida e preferiu morrer.O homem tinha duas naturezas, duas raízes dentro de si. A primeira, que era o plano de Deus, seria o de viver para sempre à imagem e semelhança de Deus, como um ser espiritual, gozando de todos os benefícios de ter sido criado em dimensão espiritual; e a segunda, a de seguir os impulsos do pó da terra que estava em seu corpo físico e seguir as paixões da carne e do reino animal.

Ele deixou a imagem e semelhança de Deus, para viver à semelhança do mundo terrestre, animal, maligno e natureza pecaminosa. Adequou-se à natureza e adoração da criatura, e propiciou a quebra de comunhão e adoração ao Criador, a partir daí, de si emanava do homem apenas o humano e terreno.Ele desceu da dimensão espiritual para a esfera física. Sua cosmovisão teria sido bem diferente, pois iria enxergar, reinar e dominar “de cima”, no reino do espírito como um ser espiritual. A morte propagou-se a partir dos descendentes de Adão e Eva, e todos passaram a ver o mundo no parâmetro, na cosmovisão terrena, do reino animal, do reino da terra, do “reino debaixo”.        
                                    
O relacionamento do homem com Deus passou a espelhar-se numa religião morta, nas letras da lei e da Velha Aliança.Assim é o “reino debaixo”, regido por uma visão e cultura do mundo, da terra, governado pelo esquema da carne e do mundo. É o comportamento engendrado pelo que a Bíblia chama de natureza e semente do primeiro Adão, a semente de Caím, o filho da escrava, filhos da lei, que refletem tão somente a natureza da carne, do mundo e da morte. O “reino debaixo” são os de mente terrena, conformados com as dimensões da terra e do mundo. A besta de Ap.13:11, é a manifestação daquilo que sobe da terra, daquilo que brota do homem.  

A natureza da besta é o espírito do mundo, o espírito do anti-cristo, é a natureza maligna do homem que se opõe ao reino de Cristo, ao Reino de Deus, que é o “reino de cima”. A Bíblia por sua vez traça um retrato dos homens dominados pela cultura do mundo.Jesus Cristo é a semente de Deus, prometida em Gênesis 3:15.     
      
Jesus Cristo é o pão de Deus que desceu dos céus. “Ele é o pão vivo que desceu dos céus” (Jo 6:50-51). Ele veio de cima. Este também, tinha duas naturezas dentro de si: Ele é o Deus que se fez carne (Jo 1:14), mas era também homem. Este por sua vez, que é a árvore da Vida, rejeitou os caminhos do primeiro Adão e decidiu resgatar no homem a imagem e semelhança de Deus. Escolheu a Vida. Desceu à morte e ao inferno, para retomar a escolha que homem fizera morte, “e tomou as chaves da morte e do inferno” (Apoc.1:18).

Por isso quem come deste pão e bebe desta água (que são VIDA), desfaz em sua vida o pacto e escolha do primeiro Adão pela morte, e retoma a sua posição de vida, pois tem a oportunidade de comer da Arvore da Vida (Jesus) e não da árvore da morte – a do conhecimento do bem e do mal. Trata-se de uma livre escolha pela Vida. Ao aceitar o sacrifício de Cristo, que morreu e provou a morte em seu lugar, você retorna ao jardim do Éden – recusa a comer da árvore cujo fruto é a morte e come da árvore da vida, que é Jesus, a vida eterna em Deus.    

Ao comer da árvore da Vida, o homem nasce de novo pelo Espírito, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus (Jo 3:3), Jesus é a porta de entrada para o Reino de Deus (Jo 10:10). O novo nascimento, é semeado pelo Espírito e gera Jesus Cristo, formando uma nova vida, produzindo vida eterna.

A Árvore da Vida produz frutos de Deus, Jesus é a Vida, é a árvore da Vida. A nova vida em Cristo traz frutos de cima, dos céus, do Reino de Deus. “Certamente é chegado a vós o reino de Deus” (Mt 12:28), o Reino de Deus chegou na pessoa de seu Rei, o Rei Jesus. A Bíblia apresenta também este comportamento na semente de Abel, filho da livre, o filho da promessa, a raiz de Davi, o espírito de Davi, e refletem a natureza do reino do Espírito. É a manifestação do reino de Deus, do pão de Deus que desceu dos céus.      
          
O Reino de Deus desce dos céus através de Jesus Cristo e é gerado pelo Espírito. O fruto do Espírito, a semente de Cristo gerada e ramificada em nós é uma cultura e cosmovisão diferente. É uma nova ótica para ver o mundo, é a cosmovisão da Vida Plena e Eterna, e os valores deste Reino são absolutamente inversos e opostos ao reino deste mundo.“Graça e verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1:17). O reino de Deus, através de Jesus Cristo, é o reino da graça, do Espírito, da vida, onde o Espírito guiará a toda a verdade, que é Jesus (Ef.4:21). É a retomada do reino, da dimensão espiritual.

Adão optou pelo mundo físico e humano, mas Jesus trouxe o reino do Espírito. Em Cristo retornamos ao Éden, e apossamos do reino espiritual e passamos a caminhar com Deus em espírito, como havia de ser desde o início. A letra mata, mas o Espírito vivifica (2 Co 3:6). Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente (1 Co 2:14).
     
Para Deus não há passado, presente, futuro, o aceitar a Cristo é retornar ao Éden, à posição da escolha pela árvore da vida, e desfrutar dos benefícios de um ser criado à imagem e semelhança de Deus.Ao nascer de novo, ocorre um processo de re-direcionamento em nossa vida, pois estávamos acostumados com um comportamento já de tantos anos existência própria, e de atuação milenares neste mundo terrestre. Uma luta interna é travada entre os frutos da carne e o fruto do espírito, as obras da lei e a graça, a religião e a revelação de Cristo, as obras das trevas e a luz, o espírito de Caím e o espírito de Abel, o espírito de Saul e o espírito de Davi.  

É um processo de re-orientação de vida, para matar o comportamento do primeiro Adão, do mundo que entrou em nós, as obras da carne, da lei e das trevas, os extintos de Caím e de Saul. É hora da separação entre o que é Jesus e o que é Adão em sua vida, entre o que é do reino das trevas e do reino da luz.É um processo de desintoxicação, para expelir toda cultura, comportamento e obras do mundo. Gálatas 5:16-25 define claramente os frutos da carne e o fruto do Espírito, o viver e andar em Espírito e o satisfazer os desejos da carne. “Mas digo: Andai no Espírito e não cumprireis os desejos da carne.

Porque a carne anseia o que é contra o espírito, e o espírito contra a carne, e se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis. Se sois, porém, guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.   As obras da carne são manifestadas, as quais são: Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, ira, facções, dissensões, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como antes já preveni, que os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus.  

Mas o fruto do Espírito é:   Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Não há lei contra estas coisas. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e desejos. Se vivemos pelo espírito, andemos da mesma forma pelo Espírito”.  

Fonte: Autor - Maria Leonardo 
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Item Reviewed: A contracultura cristã Rating: 5 Reviewed By: Pr. Antonio Romero Filho