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O impressionante crescimento do cristianismo na China comunista



O governo chinês diz que há 21 milhões de cristãos no país, sendo 16 milhões de protestantes e cinco milhões de católicos. No entanto, números não-oficiais dão conta de que sua presença é muito maior. O do Centro para o Estudo do Cristianismo Global, baseado em Massachusetts, aponta para cerca de 70 milhões.
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Há ainda quem acredite que existem até 130 milhões de cristãos na China. Um estudo feito por um think-tank norte-americano, o Pew Forum on Religion and Public Life, revelou que muitos cristãos que não são membros de igrejas não fazem parte dos números oficiais chineses.

O grupo China Aid Association revelou que o diretor do órgão do governo chinês que supervisiona todas as religiões no país disse "em off" que o número de cristãos na China era de fato 130 milhões no início de 2008. Caso seja verdade, isto significaria que a China tem mais cristãos do que comunistas, uma vez que o partido comunista do país tem 74 milhões de membros. Além disto, haveria mais cristãos ativos na China do que em qualquer outro país, publicou a Opinão e Notícia a respeito.
 
Todas as quintas-feiras, às 9 horas, a chinesa Cao Guan Lan recebe em seu apartamento em Pequim cerca de 60 pessoas munidas de Bíblias. Nas duas horas seguintes, elas escutam a pregação de um pastor ou outro fiel, cantam juntas e rezam orações pontuadas com fervorosas exclamações de "amém!". O grupo integra uma das milhares de "igrejas familiares" que surgiram na China nas últimas duas décadas e transformaram o protestantismo na religião de mais rápido crescimento no país governado pelo ateu Partido Comunista.
 
Só no bairro no noroeste de Pequim, onde Cao vive, há cerca de 50 igrejas familiares que contam com a chancela do governo para funcionar. Há um incontável número de "não-oficiais", cujos fiéis estão sujeitos à perseguição do Estado, que se intensificou nos últimos meses.
 
O caráter clandestino de muitos grupos torna difícil estimar o número de cristãos na China, mas entidades independentes apontam para uma cifra bem superior aos 10 milhões de protestantes e 4 milhões de católicos reconhecidos pelo governo. Segundo números oficiais, apenas 100 milhões do 1,3 bilhão de chineses professam alguma fé.
 
Pesquisa realizada em 2007 pela East China Normal University indicou que 31,4% da população têm religião - o que representa 400 milhões de pessoas. O protestantismo é seguido por 40 milhões e o catolicismo, 14 milhões, afirma o levantamento - o que dá um total de 54 milhões de cristãos.   
   
A entidade World Christian Database sustenta que o número é de 111 milhões, o que colocaria a nação comunista entre os países de maiores populações cristãs do mundo. O Brasil ocupa o segundo lugar, após os Estados Unidos, com 140 milhões. Se a cifra for precisa, significa que há mais cristãos na China do que membros do Partido Comunista, que tem 76 milhões de filiados.
 
O protestantismo é a vertente do cristianismo que mais floresce na China por causa de seu caráter não-hierárquico e popular - qualquer um pode pregar o Evangelho e vários chineses abraçaram essa possibilidade com fervor. A grande maioria dos protestantes não é vinculada a nenhuma das denominações tradicionais, como Batista ou Presbiteriana, e se integra a pequenos grupos que surgem de modo independente.

 

Outro símbolo do rápido crescimento do protestantismo na China é a Igreja cristã de Haidian, o bairro universitário de Pequim. Todos os domingos, de 6 mil a 7 mil pessoas comparecem aos seis cultos realizados no local. Há oito anos, o número de fiéis não passava de 800 e havia apenas dois serviços, lembra o pastor Wu Weiqing, responsável pela congregação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Sepal Pesquisas



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Item Reviewed: O impressionante crescimento do cristianismo na China comunista Rating: 5 Reviewed By: Pr. Antonio Romero Filho