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A Igreja do sonho de Jesus



Introdução: A Igreja não deriva da sua membrezia, mas do seu Cabeça (Robert Dale). A Igreja do sonho de Jesus resulta entre outras, nestas três reflexões determinantes:

a)- A Igreja é grande, imortal, invencível, relevante, não porque seus líderes ou membros o sejam, mas porque o seu Cabeça e fundador, Jesus Cristo, é grande, eterno invencível, relevante;

b)- Sonhar não é dar asas à imaginação e criar uma utopia, mas fixar alvos em realidades desafiadoras e saber como alcançá-los;

c)- Ninguém terá uma Igreja maior do que o seu sonho, nem maior do que o preço que esteja disposto a pagar para realizá-lo;

1. Jesus sonhou com uma Igreja que desse continuidade ao seu projeto de resgate da humanidade para o amor do Pai (Lc 24.44-47).

A missão redentiva da Igreja no propósito de Jesus está evidenciada na Grande Comissão. Ele estava disposto a pagar o preço para que o sonho se tornasse realidade através de igrejas que fossem suas agências de redenção para todas as nações.

Sempre que a igreja perde a visão da sua missão redentiva, deixa de ser a Igreja sonhada por Jesus. Deixa de ser a Igreja de Cristo.

O objetivo de Deus na redenção é o que se segue a ela: a nova vida dos salvos na comunhão santa, amorosa e eficáz do Pai. Cabe à igreja, como agência de redenção, não apenas chegar perto do pecador, erguê-lo nos braços, prestar-lhe os primeiros socorros, pensar-lhe as feridas da alma e do corpo - mas cuidar dele até que o Senhor volte (Lc 10).

2. Jesus sonhou com uma Igreja que reproduzisse a essência do seu próprio ser, o seu amor (Jo 13.34,35).

Não seria pela suntuosidade dos seus templos, nem pela ortodoxia da suas doutrinas, nem pelas excelência das suas organizações administrativas com padrão de qualidade total - mas pelo amor com que se amassem uns aos outros que, no sonho de Jesus, os salvos seriam conhecidos como a sua Igreja.

O amor ágape, o amor de Deus, não é um amor extático, teórico, contemplativo, mas um sentimento  que age em favor do ser amado. Esse amor inclui, no entender de Jesus: a prática do perdão; a impossibilidade natural de desejar o mal contra o próximo (Mt 5.48).

3. Jesus sonhou com uma Igreja que encarnasse e proclamasse a vontade de Deus do mesmo modo como Ele o fez (Lc 4.21).

Vivendo diariamente no meio de uma humanidade depravada, recebendo, de todos os lados, uma carga de emoções e de informações devastadoras da moral e da ética bíblica, compete à Igreja:  encarnar a Justiça, a Verdade e a Santidade de Deus, mesmo que tenha que subir novamente ao Calvário para, em seguida proclamar o Reino de Deus.

A Cruz não é um fim em si mesma senão no sentido de demonstrar a compaixão de Deus pelos homens caídos, mas é o meio através do qual Deus restaura o seu primitivo propósito no homem, de fazê-lo à sua imagem e semelhança.

4. Jesus sonhou com uma Igreja vitoriosa em todas as dimensões do tempo, da vida e do universo (Ap 12.11).

Se Jesus não fosse Deus, a Grande Comissão teria sido produto de uma mente enferma. Ele diz a um grupo de 11 homens acuados, cheios de medo, humanamente sem recursos de nenhuma espécie: " Fazei díscipulos de todas as Nações"

Jesus não sonhou com uma quimera, nem com uma aventura frustante, conquanto romântica, mas com uma Igreja triunfante e gloriosa em todo mundo. Uma Igreja que nem Satanás, nem o inferno, nem a morte, nem os reinos do mundo poderão derrotar.

Não confundir porém, triunfalismo da Igreja com Igreja triunfante. Triunfalismo é tomar a vitória da Igreja como objetivo, como um fim em si mesma, quando na verdade, a vitória da Igreja é a vitória do Reino, é um instrumento a serviço da vitória do Reino, ou melhor, a vitória do Rei.

5. Jesus sonhou com uma Igreja que fosse a resposta à busca do Pai por adoradores que o adorassem em espírito e em verdade (Jo 4.22,23).

Os verdadeiros adoradores são os que a partir de agora adoram a Deus no Espírito (através do Espírito) e em verdade. Quem é a verdade? Jesus mesmo. Por meio de Cristo Deus está procurando adoradores que o adorem através de Cristo no Espírito.

Deus está determinado a encontrar os verdadeiros adoradores, onde quer que eles estejam perdidos. A Igreja só é a Igreja do sonho de Jesus, enquanto está determinadamente buscando adoradores que adorem a Deus em Espírito e em Verdade.

Observe que "procurar" (gr: zeteo), não significa a busca de algo que se corre o risco de não encontrar, mas é a procura de algo que existe concretamente, com a intenção determinada de encontrar, até encontrar, custe o que custar.

6. Jesus sonhou com uma Igreja  que desse continuidade às boas novas de grande alegria para todo o povo (Lc 24.41).

A ressurreição de Jesus restituiu a alegria no coração da Igreja. O medo, a frustração e a tristeza mortal cedem lugar à alegria, ao sentimento de vitória. A alegria dos salvos, mesmo em meio a sofrimentos e perseguições é uma experiência real e poderosa, porque seus nomes estão escritos no Livro da Vida.

O Céu derrama a alegria de Cristo na terra através da Igreja. Jesus se alegra com a alegria da Igreja e a alegria da Igreja é a colheita de almas para alegrarem a Jesus.

As parábolas sobre o Reino falam de banquete, casamento e alegria. Alegria ao estar à mesa no banquete do Reino, alegria na chegada do Noivo, alegria na esperança da celebração final.

Conclusão: A única maneira de revitalizar a Igreja é sonhar de novo o sonho de Jesus. Esse é o desafio para a Igreja atual. O caminho pode não parecer simples, mas não há outro; é tornar real a presença de Cristo na vida da Igreja pela Palavra, orar buscando submeter a mente e as emoções ao controle do Espírito Santo. Este sonho só será real na medida em que Jesus se torna real na vida de seus membros.



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Item Reviewed: A Igreja do sonho de Jesus Rating: 5 Reviewed By: Pr. Antonio Romero Filho