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Ladrões de cajados

 
"Depois chamou Jacó a seus filhos e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que de vos há de acontecer nos derradeiros dias" Gn 48.11-22.

A história bíblica relata com detalhes os últimos momentos do patriarca Israel (Jacó) nessa terra. Rodeado de seus filhos e netos, Israel estava agora olhando nos olhos de cada um deles e dessa forma começou abençoá-los e revelar-lhes o futuro de cada um como tribo de Israel.

Seu coração estava alegre, pois todos estavam ali, ao redor de sua cama, animando o pai e todos já sentiam que a atmosfera havia mudado no recinto, pois Israel estava próximo de atravessar os portões celestiais.

Depois de reuní-los todos ali mesmo juntinho dele, começou a abençoá-los conforme a direção do Espírito Santo. Suas últimas palavras jamais foram esquecidas porque vinham diretamente do Todo Poderoso e permeavam os corações de todos os filhos e netos.

Finalmente a Bíblia relata em Gênesis 49.33: "Acabando pois, Jacó de dar mandamentos a seus filhos, encolheu os seus pés na cama, e expirou; e foi congregado ao seu povo".

Ainda a Bíblia nos dá mais um pouco de luz durante a despedida de Jacó, quando declara em Hebreus 11.21.  "Pela fé, Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José  e adorou encostado à ponta de seu bordão".

O cajado ou bordão era um sinal de autoridade tribal e também espiritual na cultura judaica. O interessante é que todos os filhos permitiram que o pai morresse segurando no seu bordão e adorando a Deus.

Nenhum de seus filhos tentou usurpar o cajado do pai e sua autoridade como chefe e guia da tribo, nem o filho mais velho, o primogênito Rúben que tinha direitos de herança dobrada e seria o sucessor do pai  tentou tal coisa horrível, roubar, tirar o cajado das mãos do pai. Mesmo sem nenhuma saúde ou vitalidade para administrar e apascentar as ovelhas, Jacó foi respeitado, honrado e apoiado pelos seus filhos e netos até o momento que o patriarca fechou os olhos e foi ao encontro do Senhor Deus.

Todos os filhos aprenderam com Jacó as verdades divinas reveladas ao seu avô Abraão. Comeram na mesma tenda e no mesmo prato, beberam juntos muitas vezes, oraram unidos quando vinham às crises.

O que estamos vendo hoje, em nossos dias é tudo ao contrário. O pastor presidente fica velho e logo seus sucessores começam mesmo antes de sua morte, prepararem a substituição, realizando reuniões com portas fechadas e usando todo tipo de politicagem evangélica, para conseguirem o apoio dos obreiros.

Pouco a pouco vão abandonando o "patriarca" que os gerou em Cristo Jesus. Tornam-se até mesmo inimigos de seus pais espirituais, pois quando se converteram não eram nada. Mas o pai espiritual, ensinou, preparou e os consagrou para o sagrado ministério.

Quantos não comeram na casa do pastor presidente, desfrutaram de bons restaurantes junto ao seu líder?, comendo os mais saborosos churrascos.

Mas agora, a coisa mudou, o líder está velho, cansado, e seus dias se aproximam para ir ao encontro do Salvador. Ao invés de cercarem o patriarca de carinho, amor e honra, começam a humilhá-lo, desacatá-lo com palavras desanimadores: "pastor tá na hora do senhor de aposentar e dar lugar a outro. Já não podes liderar bem, e sua saúde pastor, é precária".

"Pastor, se o senhor não fizer a transição pastoral da presidência, iremos aposentá-lo assim mesmo, pois a maioria dos obreiros estão comigo".

O livro do profeta Joel capítulo 2 e versículo 28, diz..."os vossos velhos terão sonhos". E parece-me que muitos dos patriarcas em nossos dias, alimentam o sonho de partirem desta vida, cercado de seus filhos, de seus netos, abençoando-os, e depois partir para a glória, "adorando o Senhor encostado no seu bordão".

Mas os ladrões de cajados estão por aí, estão em todo lugar, esperando o momento de dar o bote e usurpar o cargo de seu presidente. Como Deus não se deixar escarnecer, todos esses roubadores de alegria, receberão o que merecem, pois vão colher o que semearam.

Nota importante sobre o cajado:

No original em hebraico, diferente do português que entende "consolo" como alivio ou conforto ao sofrimento, o cajado que consola trás descanso, segurança e proteção. O cajado na mão de Davi simbolizava autoridade, porque o pastor usava para buscar e proteger as ovelhas.

Se chegarmos perto de um precipício Deus no engancha e nos resgata da situação de risco; Seu cajado trás descanso às nossas vidas.

Davi levou o cajado para a batalha porque confiava que ele seria o símbolo da autoridade de Deus em sua vida. O cajado nos inspira a confiar em Sua palavra e Sua promessa; todavia, muitas pessoas o deixam no chão e levam outras armas humanas para a luta.

Não podemos ir para um desafio contra Golias com as armas de Saul, mas com o cajado do Senhor, pois os desafios que se levantarem contra nós se dissolverão à medida que usarmos a Palavra de Deus!
 
Conclusão:
 
Honremos, apoiemos e sejamos gratos a Deus e aos nossos líderes que nos conduziram ao Ministério da Palavra.

Que Deus tenha misericórida de nós.

Pr. Antonio Romero Filho








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