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Não fui desobediente à chamada de Deus



 
Aprendendo a ouvir da voz de Deus -


“ENTÃO, VEIO O SENHOR, E ALI ESTEVE, E CHAMOU COMO DAS OUTRAS VEZES: SAMUEL, SAMUEL. E DISSE SAMUEL: FALA, PORQUE TEU SERVO OUVE” (1 Sm 3.10). -

Um dos cultos mais importantes de minha vida depois do da minha conversão aconteceu no segundo ano, em 1976, quando participava de uma reunião missionária. O pregador era um missionário experiente que havia viajado por muitos países do globo, e de maneira milagrosa suas viagens eram provisionadas pelo Senhor. 
  
Fiquei maravilhado em ouvir as experiências do missionário, glorifiquei a Deus por tudo aquilo e orava pedindo a Deus uma oportunidade de fazer missões transculturais. No final do culto o missionário fez um convite para irmos ao altar para receber a oração e também para entregar nossas vidas para a obra missionária.  
  
Rapidamente fui sem titubear, acompanhado por mais um jovem da igreja fui à frente, dobrei meus joelhos. Havia ali muitos irmãos com seus joelhos dobrados, orando juntamente com o missionário, que pedia ao Senhor que levantasse novos missionários para sua seara.      

Depois de alguns minutos de oração ouvi claramente uma voz que dizia: “Eu te levarei para a Argentina”. Aquela voz soou fora e dentro de mim, meu coração se encheu de uma indelével alegria, coloquei meu rosto no piso do templo e as lágrimas começaram a rolar. Verdadeiramente Deus havia falado comigo. Aleluia.      
    
Ao chegar a casa comentei com minha esposa, que o Senhor iria nos levar ao campo missionário e o país era a Argentina. A partir daí começamos a orar de forma especifica para Deus nos dirigir, preparar, capacitar e abrir as portas para pregarmos sua Palavra na Argentina.

Aprendendo a ouvir a voz do Profeta

 
“..CREDE NO SENHOR, VOSSO DEUS, E ESTAREIS SEGUROS; CREDE NOS SEUS PROFETAS E PROSPERAREIS” (2 Cr  20.20).

A sede de aprender a Palavra de Deus me fez matricular na Escola Teológica de nossa Igreja e as aulas eram todas as segundas feiras no próprio templo sede em Taubaté.   
       
Nossos professores eram homens que tinham experiência no campo, lembro-me do pastor João de Oliveira, missionário Julio Olson, Berta Olson, pastor Kolenda, missionária Dóris, pastor Samuel Câmara, Pastor Esdras e outros abençoados professores que nos ministravam a Palavra de Deus.                                                  

    Certo dia aproximando-me da entrada do templo para mais uma noite de aulas, deparei-me com o pastor José Ezequiel da Silva, que ao ver-me saudou-me e disse: “moço, você esta bom para ir para a Argentina”. Entrei rapidamente, no interior do templo, e aquelas palavras martelavam o meu coração. Pensei comigo mesmo: “lá no culto missionário foi Deus que falou comigo sobre a Argentina e agora é o meu pastor que está falando sobre o mesmo país”.       

Fiquei preocupado, pois o pastor Ezequiel jamais falaria brincando de um assunto tão importante que é missões. Deus me fez compreender que até o meu pastor estava ciente pela revelação do Espírito que num futuro não longe o Senhor me levaria para a Argentina. Deus havia usado o seu profeta para falar comigo uma criança espiritual, que estava aprendendo a ouvir, discernir e compreender a chamada para a missão transcultural.

Aprendendo a obedecer à voz do Senhor

“ORA, O SENHOR DISSE A ABRÃO: SAI-TE DA TUA TERRA, E DA TUA PARENTELA, E DA CASA DE TEU PAI, PARA A TERRA QUE EU TE MOSTRAREI.” (Gn 12.1).

 No ano de 1977, fomos convidados para realizarmos uma viagem para a cidade de Brasília, onde estaríamos visitando um pastor amigo com o conjunto Lírio do Vales e cooperaríamos na Igreja deste pastor. Fomos liderados pelo então Presbítero Euzébio Estevão Pereira, diretor do conjunto e responsável pela viagem.

 Já em Brasília o pastor local, convidou a todos os visitantes para passarem um dia especial em sua fazenda onde também teríamos reuniões de louvor. Ao chegarmos à fazenda pela manhã, enquanto os irmãos estavam conversando e passando um momento de descontração e lazer, eu e o Presbítero Euzébio decidimos subir a um monte que havia ali perto, para orarmos um pouco e buscarmos a presença do Senhor. Ficamos ali mais ou menos quase uma hora em comunhão com Deus.       

Após a oração descemos do monte, o Presbítero Euzébio foi para a casa na fazenda para conversar com o pastor anfitrião e eu comecei a andar pelo meio de umas pequenas árvores e bananeiras, pensando seriamente na Argentina e no meu futuro, quando de repente a presença de Deus como fogo desceu sobre mim e cai chorando com o rosto em terra.                   

         
Verdadeiramente Deus estava visitando a minha alma de maneira tão poderosa que pensei que ia morrer envolvido pela glória do Senhor. No meio desse fogo e da glória o Senhor, novamente ouvi a voz de Deus que disse: “filho meu, dá-me a tua vida”. Prontamente respondi em meio às lágrimas: “Senhor a minha vida já é tua”. Novamente a voz do Senhor soou ali: “meu filho dá-me a tua vida para a minha obra”. Neste momento entendi que o Senhor queria que eu fizesse uma decisão definida e definitiva e respondi: “Senhor toma a minha vida ela é toda tua, faça de mim o que quiserdes”.      

Após aquela experiência que jamais esquecerei, ao voltarmos para Taubaté, falei com minha esposa sobre o acontecido e ao retornar ao trabalho entrei em contato com o chefe da empresa IQT - Indústrias Químicas Taubaté, pois trabalhava no setor Contábil, e solicitei a minha demissão, decisão esta que tomei sem titubear, pois eu sabia que Deus estava me chamando para fazer missões transculturais na Argentina.

Recebendo direção específica do Espírito Santo

“LOGO DEPOIS DESTA VISÃO, PROCURAMOS PARTIR PARA A MACEDÔNIA, CONCLUINDO QUE O SENHOR NOS CHAMAVA PARA LHES ANUNCIARMOS O EVANGELHO” (At 16.10).

 Não havia dúvidas, de que o Senhor me chamava para pregar o Evangelho aos argentinos, mas ainda não tinha um lugar especifico para começar a Obra naquela grande nação.

A direção específica aconteceu quando ainda estava no IBAD. Às vezes eu me deslocava de Pindamonhangaba para Taubaté, para visitar meus pais e familiares.

 Numa dessas ocasiões estava na Rodoviária antiga de Taubaté, esperando o ônibus, para retornar à Pindamonhangaba. Sentado num dos bancos eu comecei a folhear uma revista geográfica, que meu irmão Roberto me havia emprestado, por ter uma reportagem especial sobre a Argentina, mas focando totalmente uma região que eu nunca havia ouvido falar dela, a Patagônia.

Com muita atenção comecei a ler a reportagem que relatava todo o perfil daquela inóspita e fria região situada bem ao Sul da Argentina. Pude tomar conhecimento do clima violento e indomável. Pouco a pouco fui conhecendo pela leitura da revista pormenores da Patagônia.

Quase no final da reportagem apareceram algumas fotos de pequenos povoados solitários, foi quando então vi uma foto da cidade de Ushuaia localizada numa ilha chamada Terra do Fogo. No exato momento que olhei aquela foto, meu coração começou a bater mais forte e uma alegria indizível encheu minha alma. Estava na Rodoviária sentindo a presença gloriosa do Espírito Santo lendo uma revista geográfica e vendo uma reportagem acerca da Patagônia.

Envolvido pela graça do Senhor, as lágrimas começaram a rolar de meus olhos de tanta emoção e alegria. Meu coração começou a arder por aquelas almas e por aquele lugar. Foi então que o Espírito Santo me falou nitidamente: “Eu te levarei à Patagônia para fazeres a minha obra e irás e pisarás na Terra do Fogo para pregares a minha Palavra”.   
   
Glorifiquei ao Senhor por sua revelação, orei agradecendo a Deus, ali mesmo, e fui para Pindamonhangaba sabendo que Deus me levaria para a República Argentina e especificamente à região mais fria da América do Sul, a famosa Patagônia, que significa “pés grandes”. ”E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!” (Rm 10.15).

Extraido do livro: Experiências de um pioneiro na Patagônia - Pr. Antonio Romero Filho
    
    













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