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Carta de um diabão a um diabinho sobre missões


Odiado Cramulhão Encardido Junior,

Espero que esteja comendo o pão que o nosso maldoso pai amassou. Escrevo-lhe esta missiva com vistas a lhe orientar quanto a melhor forma de obstruir o trabalho missionário dos filhos do nosso inimigo.

Primeiramente, não permita com que eles entendam o significado do inferno. Leve-os a acreditar que o inferno não existe e que o nosso inimigo é tão bom que no final de tudo salvará a todos da condenação eterna.

Em segundo lugar faça com que eles se endividem. Leve-os a consumir mais do que podem pagar, e quando estiveram cheios de dívidas, instigue-os a não contribuir com o trabalho missionário.

Ordeno também que promova brigas nos departamentos da Igreja. Leve-os a querer investir na construção de prédios, na reforma de salas, tirando assim o foco missionário.

Determino que INFERNIZE a vida dos pastores envenenando diáconos e presbiteros fazendo destes, pedras de tropeço para a obra missionária.

Agora, é mister, que você trabalhe nos crentes. Não permita com que eles enviem ofertas aos missionários, até porque, se as ofertas não chegarem ao campo, os obreiros do nosso adversário serão desestimulados em sua missão.

Leve-os ao esquecimento da oração. Torne a Igreja ativa demais e não permita com os obreiros do inimigo dediquem tempo a intercessão.

Termino esta carta, desejando todo tipo de maldade,

Com ódio,

Seu tio diabão.

Nota explicativa:


Há alguns anos, o conhecido autor evangélico C. S. Lewis, professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, escreveu uma série de artigos sob o título: "The Screwtape Letters" , ou seja, "Cartas do Inferno" , Edições Vida Nova SP, e os publicou no jornal "Guardian", conhecido órgão da imprensa britânica, lá pelos idos de 1940. Depois, essas cartas foram reunidas em um livro com o mesmo título, que se tornou a obra mais popular desse eminente escritor de temas cristãos. Nessas cartas, o autor imagina uma série de conselhos que Roldão, experiente oficial da hierarquia diabólica, envia a seu sobrinho Lusbim, um diabo neófito que recebeu a incumbência de corromper a fé de um homem que se tornara cristão. Visto que, daquela época para cá, tem-se multiplicado as artimanhas satânicas, é lícito imaginar mais alguns terríveis conselhos enviados pelo sinistro oficial ao seu infernal emissário, em plena ação diabólica para desviar os fiéis do caminho estreito. Usando os mesmos personagens, apenas mudamos os nomes, e tomando emprestado o gênero literário do autor mencionado, aqui apresentamos aos amados leitores uma nova carta imaginária, vinda dos abismos infernais.

Fonte: Renato Vargens
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