728x90 AdSpace

Recentes

Blasfêmia paraliza o Paquistão

Islâmicos radicais vão à rua por lei que prevê pena de morte a quem insultar o profeta Maomé

- Islamabad. Enquanto na Coréia do Norte os cristãos enfrentam o regime comunista na clandestinidade, no Paquistão o inimigo da prática livre da fé cristã é o extremismo religioso Islâmico - frequentemente apoiado na legislação.
 Neste contexto, uma das leis mais dracianas do mundo muçulmano - A Lei da Blasfêmia, que determina a pena de morte a qualquer um que insultar o profeta Maomé- começou ontem a ganhar contornos políticos no país.

Uma greve geral convocada por cléricos e políticos islâmicos paralizou parcialmente as maiores cidades paquistanesas diante do temor de que o premier Usousf Raza Gilani decida supender a controvérsia legislação, acusada por críticos e ser usada com frequência como instrumento para vinganças pessoais.

- Não vamos permitir nenhuma mudança na Lei da Blasfêmia. Se o governo tentar fazer isso, faremos com que arrume as malas - ameaçou em Quetta o clérico Hafiz Hamullah, líder do bloco Jamiat-e-Ulema-e-Islam, uma coligação de dezenas de partidos Islâmicos.

Desde 1986, o governo paquistanês já indicou pelo menos 1.274 pessoas pelo crime de blasfêmia - embora nenhuma execução tenha sido realizada pois as penas são comutadas. Grupos de defesa dos direitos humanos, no entanto, acusam mais de 30 mortes por linchamento quando os suspeitos da heresia conseguem provar inocência e deixar a cadeia.

Pelo menos 60% dos detidos não são islâmicos o que reforça as críticas de que a legislação serve apenas para intimidar e perseguir minorias religiosas que representam 4% dos cerca de 170 milhões de habitantes do majoritariamente muçulmano Paquistão.

Publicado no jornal o Globo





  • Blogger Comentários
  • Facebook Comentários

0 comentários :

Item Reviewed: Blasfêmia paraliza o Paquistão Rating: 5 Reviewed By: Pr. Antonio Romero Filho