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O maior e o mais caro projeto de Deus

 O Altar de Bronze (Êx 27.1-8; 30.28,29; 38.1-7).

O Altar de Holocaustos, altar de transferência, que literalmente significa “levantado”, “elevado”, “subindo”. No pensamento hebraico também significa, “lugar de morte”. No grego, trás a idéia de um lugar “para a morte, o holocausto das vítimas”.


Era a maior peça do Tabernáculo e sua medida, era: 2,25 m de largura, 2,25 de comprimento, por 1,35 m de altura, o altar era na parte de cima quadrado. Fabricado de madeira de acácia (ou cetim), completamente revestida de bronze, com quatro chifres que sobressaiam de cada lado na parte de cima. Deveria também ter um grelha ou espécie de rede de bronze, que estaria posicionada a meia altura (no meio) do altar, de onde sairiam quatro argolas de bronze nos quatro cantos que serviriam para colocar as duas varas feitas de acácia revestidas de bronze, para o transporte do altar na jornada pelo deserto.  



O altar deveria ser oco, sem nenhuma placa na parte inferior, permitindo a passagem do fogo do chão e ao mesmo tempo deixar cair às cinzas dos sacrifícios queimados. Os utensílios como: recipientes para transportar as cinzas para fora do acampamento e eram guardadas num lugar cerimonialmente limpo, as pás para recolher as cinzas, as bacias para aspergir o sangue, os garfos para carne e os braseiros para levar brasas, todos foram fabricados de bronze. Foi colocado no pátio entre a bacia de bronze e a porta do pátio.

1. O Altar “lugar elevado” apontava para a cruz de Cristo, lugar de morte e sofrimento. Jesus foi levantado na cruz, ali o Cordeiro foi levado ao matadouro e foi tosquiado vivo por todos nós (Is 53).

2. A madeira de acácia era durável, “incorruptível”, expressando a humanidade sem pecado e incorruptível de Jesus Cristo. Foi o único a viver uma vida perfeita sobre a terra (1 Pe 1.23).

3. O bronze que revestia a madeira de acácia, tipo do juízo que o Senhor Jesus sofreu no Calvário, sobre o altar de bronze o pecado encontrava julgamento, pois Jesus foi condenado pelos nossos pecados (Rm 3.23,24).


4. Os quatro chifres expressam a universalidade do poder, autoridade e da força da Obra Redentora do calvário que transmite segurança e refugio alcançando todos os quadrantes (Mt 28.18-20).

5. A grelha (ou rede) de bronze deveria ser vista como “o trono de julgamento”, assim como grelha estava no meio do altar e sustentava o corpo da vitima, Cristo foi crucificado na cruz do meio (Mt 18.20).

6. O altar era quadrado (quadrangular) indicando que o único caminho para chegar a Nova Jerusalém (quadrada) é só através da cruz, também revelando os quatro lados da nossa salvação (Jo 8.36):

• Propiciação: (grego: hilasterion - significa “sacrifício propiciatório”). É o próprio Deus que, em ira santa, necessita ser propiciado, o próprio Deus que, em santo amor, resolveu fazer a propiciação, e o próprio Deus que, na pessoa de seu Filho, morreu pela propiciação dos nossos pecados. Assim Deus tomou a sua própria iniciativa amorosa de apaziguar sua própria ira justa levando-a em seu próprio ser no seu próprio Filho ao tomar nosso lugar e morrer por nós (altar de bronze) na cruz. O trono do julgamento (a grelha do altar de bronze) tornou-se o trono de misericórdia (a tampa da arca – o propiciatório), (1 Jo 2.1,2).

• Redenção: (grego: apolytrosis - significa “resgate ou preço da soltura”). Fomos resgatados por Cristo, não meramente “redimidos” ou “libertos” por Ele. A nossa vida confiscada e a Dele sacrificada, este foi o grande preço do nosso resgate, seu sangue derramado por nós. Comprados por Cristo, não temos o direito de nos tornarmos escravos de mais ninguém ou de nada mais. Outrora fomos escravos do pecado; agora somos escravos de Cristo. Estamos debaixo de seu senhorio em obediência e a seu serviço que é a verdadeira e gloriosa liberdade (Gl 4.4,5).

• Justificação: Significa o milagre, que Cristo toma o nosso lugar e nós tomamos o seu. Justificação é o oposto de condenação, e ambos são veredictos de um juiz que pronuncia o acusado culpado ou inocente. Deus não inocenta o culpado, mas perdoa, pois justificação é perdão, nada mais que perdão. O perdão redimiu nossas dividas e cancela nossa responsabilidade pelo castigo; a justificação nos concede uma posição justa diante de Deus. (1) Somos justificados por sua graça (Rm 3.24); (2) Somos justificados por seu sangue (Rm 5.9); (3) Somos justificados pela fé (Rm 3.28); (4) Somos justificados “em” ou “mediante” Cristo (Gl 3.26-29). No momento que somos justificados nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm 8.33-39).

• Reconciliação: Significa “paz com Deus”, “adoção em sua família” e “acesso à sua presença”. (1) Deus é o autor da reconciliação; (2) Cristo é o agente da reconciliação; (3) Nós somos os embaixadores da reconciliação. Deus terminou a obra da reconciliação na cruz, contudo ainda é necessário que os pecadores se arrependam e creiam e assim sejam “reconciliados com Deus” (2 Co 5.18-21).

7. O altar deveria ser oco, significa que estava aberto para os céus e para a terra, isto expressa que Cristo está atento à vontade do Pai, e ao mesmo tempo é sensível às necessidades do homem na terra, a “cruz do calvário” também uniu o céu e a terra (Ef 2.16).

8. Os cinco tipos de utensílios apontam para a graça de Deus em redimir o homem, que flui do Calvário, mas também revelam os cinco ministérios: (1) “bacias para aspergir o sangue” - são os Evangelistas que pregam a mensagem da Cruz; (2) “recipientes para retirar as cinzas” - são os Doutores que através do ensino retiram as “cinzas” do erro e falsas doutrinas do povo de Deus; (3) “pás para apanhar as cinzas” - são os Profetas que proclamam a Palavra profética de Deus e recuperam das “cinzas” a fé, a esperança e o amor dos santos; (4) “garfos para distribuir o sacrifício” - são os Pastores que alimentam o povo com o “cordeiro de Deus”; (5) “braseiros para levar as brasas” - eram utilizados para transportar as brasas na peregrinação do deserto - são os Apóstolos que levam o fogo de Deus (o Evangelho) às nações (Ef 4.2-6).

9. As duas varas de madeira de acácia representando a humanidade perfeita e irrepreensível de Cristo, revestida de bronze indica o juízo que estava por vir sobre Jesus, pois Ele foi julgado pelo nosso pecado, também expressam as peregrinações no deserto e a morte e a ressurreição de Jesus (2 Co 4.10).

10. O fogo veio na dedicação do altar de bronze, este fogo originou-se da glória de Deus, que deveria permanecer continuamente aceso. Deus acendeu o fogo, mas o homem deve mantê-lo constantemente aceso. Na cruz o fogo deixou a glória da santidade de Deus acendendo a ira divina contra o pecado (2 Tm 1.6).

11. O altar de bronze e seus utensílios deveriam ser ungidos com óleo aspergido sete vezes. Jesus Cristo nosso Sacrifício, foi ungido pelo Espírito e pode oferecer seu corpo na cruz do Calvário. Sete é o número da plenitude e revela que Jesus Cristo recebeu a plenitude do Espírito Santo (Hb 9.14). Quando nós nos apresentamos a Deus em sacrifício vivo, Ele nos unge e nos santifica, pois o altar (Cristo) santifica a oferta (nós) (Rm 12.1).

12. As cinzas levadas fora do arraial para um lugar cerimonialmente limpo e guardadas para serem usadas na água da purificação: significam que o Calvário tornou-se o lugar limpo diante de Deus, o único lugar para purificação do pecado e da impureza, único meio de limpeza. Cristo foi levado para “fora do acampamento” do judaísmo, sofrendo fora dos muros de Jerusalém. Ele permaneceu no “fogo do sofrimento” até ser completamente consumado (Hb 13.11-13; Lv 4.11,12; 6.8-11).

13. O altar em trânsito quando conduzido por duas varas nos ombros dos Coatitas era coberto com uma cobertura roxa, uma mistura de azul e vermelho, em seguida colocavam uma cobertura com peles de couro, indicando o Homem-Deus, que estava na cruz derramando seu sangue, Nele não havia beleza nem formosura, mistério oculto para os descrentes (1 Pe 1.11).

14. O altar de bronze (cruz) culminou toda a obra salvadora através de Jesus Cristo. Todo sofrimento de Jesus para nos salvar iniciou-se não aqui no seu nascimento, mas sim lá no céu. Para entendermos todo sofrimento e valorizarmos a Obra Redentora realizada na cruz (altar de bronze), vejamos os sete degraus da humilhação divina:

• O Rei deixou o seu Trono de Glória (Fp 2.6).

• O Criador fez-se menor que os anjos (Fp 2.7).

• O Eterno fez-se criança (Mt 1.23).

• O Exaltado foi humilhado (Fp 2.8).

• O Santo foi tentado (Hb 4.15).

• O Digno fez-se o mais indigno dos homens (Is 53.3).

• O Bendito fez-se maldito por nós (Gl 3.13).

15. As quatro argolas de bronze ligadas à grelha “(trono do julgamento”) expressam aos atributos infinitos, duradouros e eternos de Deus. As argolas descrevem que (1) Deus é luz (1 Jo 1.5); (2) Deus é amor (1 Jo 4.16); (3) Deus é fogo consumidor (Hb 12.29) e (4) Deus é Espírito (Jo 4.24) e que estas descrições estão associadas como instrumentos no julgamento do nosso pecado (bronze) e que nos purificam e nos limpam, para que possamos nos aproximar do Santo e Eterno Deus (Is 6.7).

16. Sua localização entre a porta do pátio e a bacia de bronze, revela que seria a primeira peça com a qual os israelitas se defrontariam caso desejassem se aproximar de Deus. Não havia como ignorar este altar, pois era a maior peça da mobília. “O Calvário” foi o maior e o mais caro projeto de Deus, pois Deus deu-se a si mesmo por nós pecadores (1 Pe 1.18-25). Para os pecadores a Cruz vem em primeiro lugar para se aproximar de Deus. Ele se destacava por sua mensagem de arrependimento e juízo contra o pecado e a morte (Jo 3.16). A fim de compreendermos ainda mais a centralidade, penetração e a grandeza da cruz (altar de bronze) na esfera da vida cristã, eis aqui, algumas verdades sobre o poder maravilhoso da mensagem da cruz:

• A cruz é o fundamento da nossa justificação: (1) Cristo nos resgatou do presente mundo perverso e (2) nos redimiu da maldição da lei (Gl 1.4; 3.13).

• A cruz é o meio da nossa justificação: (1) Fomos crucificados com o Senhor Jesus Cristo, (2) crucificamos a nossa natureza caída e (3) o mundo está crucificado para nós (Gl 2.20; 5.24).

• A cruz é o assunto de nosso testemunho: Através de nossa vida devemos apresentar “um cartaz” do Cristo crucificado ante os olhos do povo de modo que vejam e creiam Nele como Salvador pessoal. (Gl 3.1; 5.11; 6.12).

• A cruz é o objeto de nossa glória e vitória: Que Deus nos livre de gloriarmos em algo mais. Todo o mundo de Paulo girava em torno da cruz. A cruz significava mais para ele do que qualquer outra coisa (Gl 6.14).

Pastor Antonio Romero Filho
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