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A última viagem de David Livingstone

A última viagem foi feita para explorar o Luapula, a fim de verificar se esse rio era a nascente do Nilo ou do Congo. Nessa região chovia incessantemente. Livingstone sofria dores atrozes; dia  após dia tornava-se-lhe mais e mais difícil caminhar.

Foi então carregado, pela primeira vez, pelos fiéis companheiros: Susi,Chuman e Jacó, todos indígenas. No seu diário, as últimas notas que escreveu dizem: "Cansadíssimo, fico... Recuperada a saúde... Estamos nas margens do Mililano".

Chegaram a aldeia de Chitambo, em Ilala onde Susi fez uma cabana para ele. Nessa cabana, a 1º de maio de 1873, o fiel Susi achou seu bondoso mestre de joelhos, ao lado da cama - morto. Orou enquanto viveu e partiu deste mundo orando!

Os dois fiéis companheiros Susi e Chuman, enterraram o coração de Livingstone abaixo de uma árvore em Chibamto, secaram e embalsamaram o corpo, e o levaram até a Costa - viagem que durou alguns meses, pelo território de várias tribos hostis.

O sacrifício desses valentes filhos da África,s em terem qualquer propósito de remuneração, não será jamais esquecido por Deus, nem pelo mundo. O corpo depois de chegar em Zanzibar, foi transportado para a Inglaterra, onde foi sepultado na Abadia de Westminster, entre os monumentos dos reis e heróis daquela nação.

Não havia dúvida quanto ao corpo de David Livingstone; era fácil de identificar; o osso de cima do braço esquerdo tinha distintamente as marcas dos dentes do leão que o atacara.


Quando Livingstone falou aos alunos da Universidade de Cambridge em 1857, disse: "Por minha parte, nunca cesso de me regozijar por Deus ter-me apontado para tal obra. O povo fala do sacrifício de eu passar tão grande parte de minha vida na África - Será sacrifício pagar uma pequena parte da dívida, dessa dívida que nunca poderemos liquidar, do que devemos ao nosso Deus? Digo com enfâse: Não é sacrifício...Nunca fiz sacrifício. Devemos sim lembrar Aquele que desceu do trono de seu Pai, nas alturas para se entregar por nós".

Conta-se que havia, entre a multidão que permaneceu nas calçadas para verem o féretro passar em Londres, um velho chorando amargamente. Ao lhe perguntarem por que chorava, respondeu: "É porque Davizinho e eu nascemos na mesma aldeia, cursamos o mesmo colégio e assistimos a mesma Escola Dominical, trabalhávamos na mesma máquina de fiar. Mas Davizinho foi por aquele caminho, eu por este. Agora ele é honrado pela nação, enquanto eu sou desprezado, desconhecido e desonrado. O único futuro para mim é o enterro de beberrão".

Gravadas no seu túmulo podem ser lidas estas palavras: "O coração de Livingstone jaz na África, seu corpo descansa na Inglaterra, mas sua influência continua".

Gravados para sempre na história da Igreja de Cristo estão os grandes êxitos na África durante um período de 75 anos depois de sua morte, êxitos inspirados, em grande parte, pelas orações e persistência desse eminente servo de Deus, que foi fiel até morte.

Se morrermos antes do arrebatamento, como será a nossa última viagem, o nosso enterro? Seremos honrados? deixaremos saudades? Teremos um enterro de herói? Ou teremos um enterro de beberrão? Tudo depende de como estamos andando e o que estamos semeando nesta terra. Fica aqui o exemplo da última viagem de Livingstone. Que Deus nos ajude!

Família Livingstone
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Item Reviewed: A última viagem de David Livingstone Rating: 5 Reviewed By: Pr. Antonio Romero Filho