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Onde está a Arca da Aliança?


Tradições sobre o paradeiro da Arca da Aliança.

• A primeira (1) menção da Arca da Aliança está em Êxodo 25.10. A segunda (2) menção está em 2 Crônicas 36.19 e a terceira (3) em Jeremias 3.16 e finalmente (4) aparece em Ap 11.19.

 Quando Nabucodonozor tomou Jerusalém, levou para a Babilônia entre outras coisas, vasos de cobre, de bronze, bacias, pás, colheres e muitos objetos de ouro e de prata, mas não há menção que tenha levado a Arca da Aliança (Jr 25.11,12), nem aparece nas outras coisas devolvidas a Esdras, pelo rei Ciro no retorno para Jerusalém, no ano 538 a.C. (Ed 1.1-4).

• Os judeus têm notícia da Arca até o tempo do rei Josias (2 Cr 35.3) depois nada mais sabem. No “Talmude Shek 6,1 – Apud Méir Maslian Melamed”, a Lei de Moisés, página 142, rodapé, há esta citação: “a Arca Sagrada existiu até o tempo do rei Yoshiahu (Josias) que escondeu a Arca num dos departamentos do Templo”.

• No livro apócrifo de 2 Macabeus 2.4-7, “diz que o profeta Jeremias, sabendo que Jerusalém seria tomada, levou a Arca, a Tenda, e o Altar de Incenso para o monte onde Moisés subiu para ver a herança de Deus, colocou numa caverna e fechou a entrada, de modo que ninguém pôde achar. Disse ainda o profeta que aquele lugar ficaria desconhecido, até quando Deus congregasse seu povo”.

A Arca (Êx 25.10-16; 37.1-5; 40.20,21).

A Arca da Aliança: (hebraico: “arown” - que significa “baú ou arca”) era feita de madeira de acácia, revestida de ouro puro por dentro e por fora. As medidas, 1,10 m de comprimento, por 0,70 cm de largura, e 0,70 cm de altura. Tinha uma coroa (moldura) de ouro ao seu redor. Também havia quatro argolas de ouro, em suas laterais, para segurar as duas varas de madeira de acácia revestidas de ouro, quando carregadas em trânsito e dali não poderiam ser retiradas. Nessa arca estavam três importantes objetos: o vaso de ouro contendo maná, a vara de Arão que floresceu e as tábuas da aliança. A arca recebeu vários títulos ou nomes diferentes, ela é chamada de:

• Arca do Testemunho (Êx 25.22).

• Arca da Aliança do Senhor (Nm 10.33).

• Arca do Soberano, o Senhor (1 Rs 2.26).

• Arca do Senhor, o soberano de toda terra (Js 3.13).

• Arca de Deus (Jeová), (1 Sm 3.3).

• Arca Sagrada (2 Cr 35.3).

• Arca de Tua Fortaleza (Sl 132.8).

• Arca da Aliança de Deus (Jz 20.27).

• Arca do Senhor (Js 4.11).

• Arca do Deus de Israel (1 Sm 5.7).

• Arca de Madeira de Acácia (Êx 25.10).

1. A arca foi confeccionada de madeira de acácia. Esta madeira cresce no deserto em condições áridas e produz uma goma medicinal, de cor alaranjada extremamente durável e não deteriorável, representa a humanidade incorruptível e sem pecado do Senhor Jesus (Is 53.2).

2. Revestida de ouro por dentro e por fora, simboliza a natureza divina do Senhor Jesus. A madeira e o ouro revelam as duas naturezas distintas do Senhor Jesus Cristo, embora estejam unidas em uma só pessoa, Deus e Homem. O revestimento por dentro e por fora, representa as três Pessoas da Trindade: o ouro da camada interna simboliza o Espírito Santo que habita em nós. A camada de madeira no centro representa a figura central, o Filho crucificado, e o ouro da camada externa simboliza o Pai (Jo 14.7-10,18).

3. A medida da altura da arca era a mesma da mesa dos pães da proposição e representavam a mesma verdade: somente quando chegamos ao sacrifício de sangue (grelha do altar de bronze), é que podemos ir para o propiciatório (lugar de misericórdia - arca da aliança) e então podemos ter comunhão na mesa do Senhor (mesa dos pães da proposição), (1 Jo 1.3).

4. A coroa sempre evidencia a realeza. O Lugar Santíssimo era a sala do trono do Rei dos reis e Senhor dos senhores. A coroa representa a majestade e a soberania do Senhor Jesus Cristo. Jesus recebeu uma coroa de espinhos e foi crucificado, mas Deus o coroou de glória (Hb 2.9).

5. As quatro argolas de ouro representam a criação do mundo e seu apelo universal. Também representam o equilíbrio dos quatro Evangelhos que revelam Jesus, como, Rei, Servo, Homem, Deus e que deve ser proclamado em quatro dimensões: Jerusalém (local), Judéia (estadual), Samaria (nacional), até os confins da terra (mundial), (At 1.8).

6. As duas varas de madeira de acácia revestidas de ouro representam à mistura das duas naturezas de Jesus Cristo, a humana e a divina. As varas não podiam ser retiradas, simbolizando, que ainda somos estrangeiros e peregrinos neste mundo e que esperamos a “cidade celestial”. Revelam também a mensagem missionária que deve ser “levada” a todas as nações, a morte e a ressurreição do Senhor Jesus Cristo (Hb 11.10).

• A Morte de Jesus - Foi, portanto “vicária” porque ele se colocou em nosso lugar e nos representou e recebeu a pena que merecemos. A morte de Cristo atendeu a quatro necessidades que temos como pecadores:

1. Merecíamos morrer como castigo pelo pecado (1 Co 15.56).

2. Merecíamos receber a ira de Deus contra o pecado (Rm 5.9).

3. Estávamos separados de Deus pelos pecados (Ef 2.12).

4. Estávamos escravizados ao pecado e a satanás (Jo 8.34).

• Quatro necessidades atendidas pela morte de Jesus:

1. Expiação - significa cobrir as culpas (Is 53.6,7).

2. Redenção - significa comprar de volta (Mt 20.28).

3. Reconciliação - Significa harmonizar (Rm 5.8-11).

4. Propiciação - significa tornar favorável (Ef 2.3).

• A Ressurreição de Jesus - É o fundamento da fé e da pregação cristã, eis o significado doutrinário da ressurreição:

1. Assegura nossa regeneração (1 Pe 1.3).

2. Assegura nossa justificação (Rm 4.25).

3. Assegura que iremos receber corpos glorificados (1 Co6.14).

4. Assegura que estamos mortos para o pecado (Rm 6.11).

5. Assegura uma recompensa celestial (Cl 3.1-4).

• Quatro necessidades atendidas pela ressurreição de Cristo:

1. É o selo da Obra de Cristo aceita pelo Pai (Rm 1.4).

2. É a Prova de que Jesus é o Filho de Deus (Rm 1.3,4).

3. É a base de nossa fé em Jesus (1 Pe 1.21).

4. É a fonte de nossa vitória (1 Co 15.55-57).

7. As duas naturezas de Cristo estão reveladas na arca de madeira símbolo da humanidade de Jesus revestida de ouro símbolo da divindade de Cristo. A madeira não se misturava com o ouro, de igual modo as duas naturezas de Jesus Cristo operavam simultânea e separadamente (nossa arca perfeita) e jamais houve conflito entre as duas naturezas. Assim Jesus possuía duas naturezas numa só personalidade (Jo 4.34):

• Natureza Humana - (1) para exercer a obediência representativa. Jesus tinha de ser um homem a fim de ser nosso representante e obedecer em nosso lugar (1 Co 15.47); (2) para oferecer o sacrifício substitutivo. A menos que Cristo fosse plenamente homem, ele não poderia ter morrido para pagar a penalidade dos pecados do homem, nem poderia ter realizado o sacrifício substitutivo por nós. Cristo foi feito igual a nós “em todos os aspectos”, para que pudesse “fazer propiciação” por nós (Hb 2.16); (3) para cumprir o papel de mediador entre Deus e os homens. Jesus tinha de ser plenamente homem para exercer essa função (1 Tm 2.5); (4) para exercer a função de sumo sacerdote. O fato de que Jesus foi um homem e experimentou tentações (mas nunca pecou) capacitou-o a ser nosso intercessor junto ao Pai (Hb 2.18).

• Natureza Divina - (1) Somente o Deus infinito poderia suportar a plena penalidade de todos os pecados. Qualquer outra criatura finita teria sido incapaz de suportar tal penalidade (Jo 3.16); (2) A salvação é do Senhor. A mensagem total da Escritura tem o propósito de mostrar que nenhum ser humano nem nenhuma criatura poderiam salvar o homem, somente o próprio Deus (Jn 2.9); (3) Jesus plenamente Deus. Somente quem fosse plena e verdadeiramente Deus poderia ser o único mediador entre Deus e o homem, tanto para trazer-nos de volta a Deus como para revelar-nos Deus, de maneira mais completa (Jo 14.9).

8. Deus começa o projeto do Tabernáculo exatamente com esta arca ou baú de madeira revestida de ouro, no Lugar Santíssimo, na sala do trono; era a peça mais importante do Tabernáculo, porque representa: (Êx 25.10):

• O Trono de Deus na terra (1 Sm 4.4).

• A Presença de Deus em Cristo (Mt 28.20).

• A Glória (Shekinah) de Deus (Jo 1.14).

• A Plenitude da Divindade (Cl 1.18,19).

• A Majestade Divina reinando (Hb 1.3).

• A Presença de Deus conosco (Mt 1.23).

9. O que a arca era para o povo de Israel no Antigo Testamento, Jesus Cristo é hoje, para sua Igreja: 

- Guiando o seu povo (Nm 10.35,36).

- Comunicando-se com seu povo (Êx 25.22).

- Habitando com o seu povo (Êx 25.22).

- Dando vitória ao seu povo (Js 6.13,20).

- Operando milagres ao seu povo (Js 3.15-17).

- Revelando o pecado ao seu povo (Js 7.6,11).

- Entristecendo-se com o seu povo (1 Sm 4.22)

- Vencendo os inimigos do seu povo (1 Sm 5.7)

- Repreendendo o seu povo (1 Sm 6.19,20).

- Julgando o seu povo (2 Sm 6.7).

- Abençoando o seu povo (2 Sm 6.11).

- Alegrando o seu povo (2 Sm 6.15,16).

10. No interior da arca estavam três importantes objetos: as Tábuas da Lei - Jesus o caminho; o Maná – Jesus a verdade; a Vara - Jesus a Vida.

a)- O Vaso de Ouro com Maná - o Senhor Jesus é o Vaso de Ouro do “Maná Escondido” guardado na arca que só os vencedores irão comer novamente. O Maná era branco, arredondado e doce, tinha um gosto de azeite e caia do céu durante a noite, como o orvalho (hebraico: “o que é isto?”) simboliza Jesus, o pão que desceu do céu, que foi ungido com óleo de júbilo, é mais doce que o mel e fresco como o orvalho (Nm 11.7-9).

b)- A Vara de Arão que floresceu - Havia brotado produzindo botões, flores e amêndoas maduras. Representando fisicamente a plenitude da divindade: (1) uma vara – um Deus; (2) o botão – o Pai, a fonte; (3) a flor – o Filho, o aroma; (4) o fruto – o Espírito, produção de frutos. Na vara vemos a vitória contra a morte, na ressurreição de Jesus Cristo nosso poderoso, grande e sublime Sumo Sacerdote (1 Tm 2.5,6).

c)- As Tábuas da Lei - Temos aqui uma figura do Deus-Pai, o Legislador. A Lei foi dada através de sua voz. A Lei simboliza autoridade e poder atributos do Pai. Também tipo de Jesus (a arca da aliança) que guardou a Lei (as tábuas da lei) em seu coração. Assim as duas tábuas da Lei apontam para aquele que foi o único a cumprir perfeitamente a lei do Pai, isto é, a vontade do eterno Pai celestial (Sl 40.7,8).

O Propiciatório (Êx 25.17-22; 37.6-9; 40.20,21).

O Propiciatório: A tampa de ouro (hebraico: kapporeth; grego: hilasterion) que encaixada, fechava a arca, confeccionada de ouro puro, com as mesmas medidas, 1.10 m de comprimento, por 0,70 cm de largura, com dois querubins de ouro batido nas extremidades da tampa, formando uma só peça com a tampa. Os querubins deveriam ter suas asas estendidas para cima, cobrindo com elas a tampa, ficavam de frente um para outro, com o rosto voltado para a tampa. No meio desta peça de ouro estava a própria presença de Deus com sua glória (Shekinah) resplandecente, em manifestação visível sobre o propiciatório no meio dos dois querubins. Deus viria ao encontro de Arão o sumo sacerdote, e falaria ordenando seus testemunhos ao povo de Israel. Quando transportada de um lugar para outro, a arca deveria ter as seguintes coberturas: cobertura do Véu (que separava o Lugar Santo do Santíssimo), cobertura de peles de texugo e estendiam um pano azul por cima das outras coberturas.

1. Significa “ação ou efeito de tornar propício.” A palavra grega empregada aqui para “propiciação” é a mesma palavra usada em Hebreus 9.5, traduzida na versão King James como “trono de misericórdia”. Foi o sangue do Senhor Jesus, que transformou o trono de justiça em trono de graça (Hb 4.14-16).

2. A doutrina bíblica da propiciação não é aquela que aplaca um Deus vingativo, mas sim torna possível para um Deus de amor e justiça, em retidão com sua Santidade abençoar o pecador arrependido e crente em Cristo. O juízo de Deus havia sido executado e a ira (santidade de Deus em ação contra o pecado) de Deus, apaziguada. Sua justiça fora satisfeita, e agora a misericórdia de Deus poderia fluir abundantemente ao encontro dos pecadores (Rm 3.20-27):

• Condenado no passado (Tt 3.11).

• Perdoado no presente (1 Jo 1.9).

• Glorificado no futuro (Rm 8.18).

• Assegurado na eternidade (1 Ts 4.17).

3. Os dois querubins representavam “supremacia divina”. Olhavam não para fora para ver o pecado de Israel, mas sim para o propiciatório, espargido com o sangue que faz a expiação. Símbolo de Cristo crucificado. O lugar de encontro entre Deus e os homens. (1) O juízo foi suspenso - (2) a sentença anulada - (3) a lei satisfeita - (4) o pecador salvo e redimido (Hb 10.19-22).

4. As figuras dos querubins e do trono de misericórdia formavam uma só peça maciça de ouro batido, formando três figuras (triângulo), representando a Trindade Divina e eterna, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, são um no plano da Redenção. A Palavra querubim, no original hebraico “querub” tem o sentido de “guardar, cobrir”. Eles possuem uma posição elevada na coorte celestial e se relacionam com a presença de Deus. Possuem a aparência de “brasas de fogo”, “tochas de fogo”, “relâmpagos”. Cheios de olhos por diante, detrás, ao redor e por dentro (Ap 4.6,8), ou seja, observam tudo. Vejamos o que a Bíblia diz a respeito dos querubins (Gn 3.24).

• Deus habita no meio dos querubins (2 Rs 19.15).

• Deus se assenta entre os querubins (2 Sm 6.2).

• Deus está entronizado entre os querubins (Sl 99.1).

• Deus fez sua morada entre os querubins (Sl 80.1).

• Deus voa e cavalga sobre os querubins (Sl 18.10).

• Deus é o criador dos querubins (Sl 33.6).

5. Foi ali, no trono de misericórdia que Deus falou a Arão. Deus não tem nada a dizer ao homem sem a mediação de Jesus Cristo e seu sangue remidor. É mediante a fé, pelo seu sangue, é que Jesus Cristo torna-se nossa propiciação (trono de misericórdia). A palavra propiciação significa: “apaziguar, aplacar, satisfazer, tornar favorável, ser propício” (Lc 18.9-14).

6. O propiciatório (trono de misericórdia), também, refere-se ao lugar de: santidade, justiça e retidão; expiação e propiciação; misericórdia e reconciliação; comunhão entre Deus e homem redimido; poder e glória e invocação do Nome do Senhor Jesus Cristo (2 Sm 6.1,2).

7. O propiciatório (a tampa) e a arca (o baú) são considerados uma coisa só: “a arca da aliança”. Vemos aqui o conceito da unidade divina – só existe um Deus. (1) Deus é, ao mesmo tempo, transcendental: (acima, além e maior que o Universo que Ele criou) preservando a distinção entre Deus e o Universo (2) imanente (presente e ativo nesse mesmo Universo) preservando sua amorável relação com os seres que Ele também criou (Dt 6.5; Is 44.6,8; Êx 8.22).

8. Em trânsito pelo deserto a arca da aliança era coberta com o Véu da Separação e ainda por cima colocavam uma coberta de peles de texugos e sobre ela estendiam um pano todo de azul (Nm 4.5,6) – vemos a humanidade perfeita de Jesus (o véu) cobrindo totalmente a divindade (a arca) o Homem-Deus, mas que não perdeu seus atributos (o azul). As peles de texugos revelam que para o não regenerado Ele não tinha parecer nem formosura (Is 53.2).
 
 Pr. Antonio Romero Filho
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